terça-feira, 18 de novembro de 2014

O que você mudaria no seu corpo?

Um grupo de jovens gravou um vídeo perguntando a adultos e crianças o que eles gostariam de transformar em sua aparência. A diferença entre as respostas foi surpreendente!


Com o objetivo de fazer as pessoas se sentirem mais confortáveis com sua aparência, a ONG norte-americana Jubilee Project produziu um vídeo mostrando o que adultos e crianças gostariam de mudar em seus corpos. Enquanto homens e mulheres afirmam se sentirem desconfortáveis com o tamanho da testa, orelha e até mesmo com a altura, crianças adorariam ter "poderes mágicos", asas, rabo... Veja o resultado: 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Você tem dificuldade de se impor?

Dificuldade em estabelecer limites pode prejudicar relações pessoais e de trabalho


Todo relacionamento saudável necessita de uma boa dose de comunicação e também de limites. Por isso, saber se impor, aprender a falar não, conseguir dar limites ou mesmo não deixar que as pessoas invadam seu espaço é uma tarefa fundamental, porém árdua para alguns. Há quem faça com leveza e maestria, mas não são todos que já nascem sabendo solucionar essas questões. Mas o bom disso tudo é saber que se pode aprender a qualquer momento e em qualquer idade. Ainda bem que temos todo tempo do mundo para nos aperfeiçoarmos com isso. 
O problema maior acontece quando uma pessoa sofre por não conseguir expressar aquilo que quer e precisa para os outros. Como cada um tem uma história de vida, um aprendizado, uma vivência, a questão de limites não é tão óbvia assim, é preciso uma boa dose de expressão para que as pessoas consigam se entender e respeitar os outros. 
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Quem não sabe dizer não, por exemplo, numa relação profissional, acaba cedendo o tempo todo, passando por cima de si próprio e dos seus limites. Quando alguém lhe pede alguma ajuda ou a atenção para execução de uma tarefa, sendo que não há tempo hábil para isso pelo acúmulo de outros serviços, quem não sabe dizer não acaba dizendo sim, mesmo prejudicando claramente a si próprio. O resultado é o acumulo de serviço, poucas horas livres, cansaço e estresse pelo excesso de trabalho e algumas pessoas relatam, também, sentir-se tristes, irritadas e de mau humor por não conseguirem se impor e mudar o rumo da situação. Outras pessoas chegam a sentir raiva de quem pediu o serviço ou a ajuda, atribuindo ao outro o problema em vez de perceber a própria dificuldade em comunicar aquilo que precisa. 
Essa dificuldade de dizer o que pensa, evitar dizer não, normalmente está ligada a alguns pontos psicológicos: 
  • Baixa autoestima
  • Medo de perder o contato e/ou amizade
  • Medo de ser rejeitado
  • Receio de ser demitido ou do termino de uma relação
  • Não saber negociar e por isso não ter estratégia para lidar com a situação
A solução deste problema está em curar a ansiedade e as fantasias que cada um tem sobre si e sobre os outros. 
Um bom exercício a ser feito em paralelo a um tratamento é escrever quais são os reais acontecimentos que estão no momento incomodando e necessitam de mudanças, falar não, se impor, etc. Depois escrever as soluções que sejam possíveis, viáveis e saudáveis para cada situação. 
Lembre-se de escrever pelo menos três possíveis formas de resposta. Como não existe verdade absoluta, nesse caso, também não existe uma única resposta ou um único caminho de ação. O cuidado nesse momento é justamente não ir para o extremo oposto, afinal, quem não sabe falar o que pensa, pode erroneamente achar que falar tudo é a solução. Ninguém se dá bem com quem não tem limites, pois quem não se impõe é um pouco submisso, mas quem só diz o que pensa é considerado por muitos uma pessoa extremamente agressiva. Desejo a você todo cuidado para encontrar o equilíbrio. 
Agora entenda o que falta para você agir. Se for medo, seu trabalho deve ser na cura do medo, se for dificuldade de expressão, trabalhe sobre esse ponto. Entenda o que te impede de seguir com suas ideias listadas e se esforce para encontrar a situação viável para suas novas ações. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sono ruim interfere no seu dia a dia

Não são apenas os distúrbios do sono como insônia, apneia e síndrome das pernas inquietas que podem afetar o seu dia a dia e as suas relações. Dormir mal, simplesmente, também traz efeitos deploráveis para a sua vida. De acordo com os especialistas entrevistados pelo UOL Comportamento, falta de concentração e dificuldade em memorizar coisas simples podem ser sinais de que suas noites ruins estão virando dias piores.
"As pessoas chegam até mim e não conseguem completar uma frase. Simplesmente esquecem o que iam dizer. E isso acontece porque não estão conseguindo dormir direito. Precisamos ter um sono tranquilo e reparador para memorizar tudo que fizemos durante o dia. É assim que funciona. Quando temos um sono picado, não chegamos ao estágio REM (aquele relacionado ao sonho), que é responsável pela memorização", explica Myriam Durante, psicoterapeuta holística e presidente do Ipom (Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente).
Segundo a última pesquisa feita pelo Instituto do Sono ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em 2007, mais de 35% dos paulistanos têm dificuldade para manter o sono sem interrupções, enquanto cerca de 25% da população não consegue pegar no sono facilmente pelo menos três vezes por semana. O estudo terá sua continuidade divulgada em 2015, quando os mesmos mil e um voluntários voltarão ao laboratório da Universidade para novos testes.
Para João Marcos Salge, pneumologista do Centro de Medicina do Sono do HCor (Hospital do Coração), o ritmo da vida urbana está diretamente ligado às noites mal dormidas. "O excesso de trabalho e de compromissos sociais faz com que o tempo que deveria ser ocupado pelo sono seja preenchido com outras coisas. E o sono tem função restauradora, então, quem dorme pouco está sujeito a uma sonolência diurna excessiva, o que traz prejuízos no trabalho e até na vida pessoal do indivíduo", fala. 
O principal sintoma da falta de sono é o mau humor, afinal, ninguém consegue estar bem para encarar a rotina após uma noite ruim. "Dormir bem dá equilíbrio emocional e mental, enquanto o contrário vai te deixar impulsivo, irritado e incapaz de manter a atenção no que realmente importa", afirma Rosa Hasan, neurologista e membro da Associação Brasileira do Sono (ABS).
Rosa alerta também para o fato de que não adianta ter uma noite sem interrupções se você dormir pouco. Assim como repousar por exaustão não trará o resultado necessário para se sentir bem no dia seguinte. "O ideal é reservar oito horas para o descanso. Mas, existem pessoas que precisam de mais e outras que são dormidoras curtas. E é fato que com a idade a necessidade de sono muda", comenta.

Depressão, ansiedade e a relação com o sono

É comum pensar que pessoas que preferem ficar na cama dormindo ao invés de fazer qualquer outra coisa podem estar com depressão. Mas não é bem assim. Aqueles que são afetados pelos distúrbios do sono, como insônia, apneia e síndrome das pernas inquietas também vão adquirir maior cansaço.
"Para diferenciar uma coisa da outra, um conjunto de sintomas deve ser observado. A depressão é caracterizada pela falta de ânimo em todas as áreas da vida, enquanto os distúrbios trazem cansaço, mas não tiram a motivação de viver. Além disso, a pessoa afetada pelos problemas típicos do sono terão queixas frequentes sobre as noites ruins e devem procurar um especialista", explica João Marcos Salge.
Já para os indivíduos ansiosos, o sono pode ser um desafio e o grau do problema deve ser avaliado para saber o tratamento necessário. "Se for uma coisa momentânea, recomendamos tentar certa disciplina e não pensar nas preocupações na hora de dormir. Atividades relaxantes como meditação e leitura também podem ajudar", fala Rosa.

Dicas para você dormir melhor

- Tenha um ambiente adequado: silencioso e escuro, pois a luminosidade inibe o sono.
- Procure ter uma rotina de horários para dormir. Pessoas com ritmo de vida aleatório têm dificuldade de pegar no sono, já que o organismo precisa de um padrão para reconhecer que aquela determinada hora é a hora do descanso.
- Praticar exercícios faz muito bem, inclusive para conseguir dormir melhor, mas evite fazê-los à noite. Segundo Myriam Durante, o corpo precisa de quatro a seis horas para desacelerar.
- Se expor à luz do computador ou do celular também inibe o sono, pois deixa a pessoa alerta. Quanto à televisão, Rosa diz que é um pouco relativo, já que algumas pessoas dizem precisar dela para pegar no sono.
 - Evite alimentos estimulantes, como derivados da cafeína. Para os fumantes, o ideal é diminuir a quantidade de cigarros à noite.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Como aumentar a disposição no dia a dia?


Em final de ano, começa a correria, você tem o dobro de tarefas para cumprir e pouco tempo para isso. Nesse momento você precisa de disposição, quando o que mais quer é férias e descanso.Há uma série de fatores que ajudam a dar um gás na reta final do fim do ano. Veja como aumentar sua disposição:
1 - Aposte nos alimentos certos
Uma alimentação balanceada é fundamental para acordar bem disposta todos os dias. No entanto, alguns nutrientes alavancam essa disposição, como as vitaminas do complexo B e o magnésio. As vitaminas ajudam a transformar a glicose em combustível para as células. Já o magnésio melhora o relaxamento muscular.
2 - Fuja do sedentarismo
Praticar exercícios ajuda a aumentar a disposição, já que a movimentação libera endorfina, que relaxa e funciona como um analgésico natural, diminuindo dores musculares e favorecendo o bem-estar.
3 - Alterne água fria e quente
Na hora do banho, mescle a temperatura da água. O choque térmico entre frio e quente ajuda a aumentar a circulação sanguínea, dando mais energia ao organismo.
4 - Durma pelo menos 8 horas por dia
Esse antigo conselho é também o mais certeiro quando o assunto é disposição. Quando você dorme, vários hormônios se encarregam de repor a energia gasta durante o dia, além de renovar as células. Quando você não o faz, esse mecanismo fica deficiente, gerando cansaço e indisposição.
5 - Beba bastante água
Ela não apenas hidrata o organismo, como é responsável por regulamentar algumas funções, deixando o metabolismo ativo. Na sua falta, o corpo se "acomoda", respondendo com indisposição.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Dicas para ser uma pessoa mais paciente

Não transformar conversas em discussões e saber estabelecer metas realistas são atos importantes para manter a calma; Especialistas dão orientações de como ser mais tolerante


Para desenvolver projetos em longo prazo, manter relacionamentos saudáveis, reduzir a ansiedade e aceitar que nem sempre se pode controlar tudo é necessário desenvolver a paciência, virtude cada vez mais rara numa sociedade marcada pelo imediatismo e acostumada a resolver os problemas de forma quase instantânea com um clique no Google.
“Na vida real, existem alguns setores que não funcionam com um clique. De alguma maneira, a conjuntura atual nos força a perder um pouco da capacidade de lidar com a espera. A modernidade nos força a ter uma resposta e a buscar conclusões e tomadas de decisão rápidas”, diz ao Delas a estudiosa em Ciência Comportamental Adriana Rodopoulos.
As situações que levam à perda da paciência podem ser tanto externas – o trânsito, o transporte público abarrotado, a longa fila do banco, a espera no atendimento do restaurante – quanto internas, motivadas pela ansiedade gerada por questões pessoais para finalizar projetos ou atender expectativas, próprias e alheias.
“Muitas pessoas se impõem metas impossíveis de alcançar. É preciso entender a diferença entre o que se planeja e o que se é capaz de executar”, aconselha Adriana.
Exercício de tolerância
“A paciência se desenvolve no exercício da tolerância. É o controle necessário e muito importante para qualquer projeto. Identifique o que pode ser controlado por você e faça o melhor trabalho que puder com aquilo. Quanto ao que não pode dominar, deixe acontecer. Aceite que é impotente em algumas circunstâncias e você será menos infeliz”, recomenda a psicanalista Cristiane M. Maluf Martin.“Não gaste tempo tentando controlar os outros. Ser paciente significa saber gerenciar a si mesmo, o que requer atenção a pensamentos, atos e palavras”, aconselha Cristiane. É importante observar como se portar nos relacionamentos para ampliar a paciência, tendo consciência, ainda, de que a tolerância às imperfeições do outro é fundamental para ampliar a paciência.
“Renunciar às pequenas coisas que nos aborrecem, principalmente nos relacionamentos afetivos, que oferecem as melhores oportunidades de aprendizado, deve ser regra básica de convivência”, afirma Cristiane, acrescentando que o exercício da paciência nos relacionamentos nos prepara para aprender a esperar pelo momento ideal de abordar algum assunto delicado.
Manter a calma
Desviar o foco de atenção de situações que fogem do controle e que geram impaciência é uma dica para lidar com momentos de intolerância.
“Devo aproveitar o trânsito para pensar em algum projeto, ouvir uma música ou conversar com alguém em vez de pensar no atraso e consequências”, recomenda Adriana.
“Diante de qualquer dificuldade, deve-se sempre procurar manter a calma, ser comedido e evitar atitudes súbitas que certamente resultarão em arrependimento e tristeza”, adverte Cristiane.“A paciência é uma virtude de quem interioriza que ‘tudo na vida passa’, é a premissa básica para manter o nosso controle emocional”, completa.
A impaciência raramente leva a conclusões ou soluções mais rápidas.
“As pessoas estão confundindo um pouco o ser proativo com ser intolerante ou impaciente. Proativo não é aquele que propõe uma solução mais rapidamente, mas aquele que começa a trabalhar para a solução muito prontamente”, esclarece Adriana.
O outro lado da impaciência
Apesar de ser considerada como um estado negativo, a falta de paciência ajuda na própria sobrevivência e nas defesa humanas.
“Há situações em que a intolerância é fundamental, por exemplo, quando a vida está ameaçada. Se fôssemos muito tolerantes à fome, frio, violência, nós nos colocaríamos em situações de perigo. A alto nível de impaciência funciona bem em contextos primitivos”, diz Adriana.
“Vivemos em uma sociedade na qual a paciência está sendo substituída pela emergência, e que não fazer algo ou não atingir um objetivo é sinal de fraqueza, burrice e incapacidade, dando a impressão que tudo tem que ser para já, para agora”, contextualiza Cristiane.
É preciso considerar caso a caso para saber se a impaciência vivenciada no momento é necessária ou se apenas funciona como uma demanda da modernidade.
“A impaciência não é uma doença mental, porém seus sintomas podem desencadear um transtorno de ansiedade”, alerta a psicanalista.
Veja as dicas das especialistas para exercitar a paciência:
Comemore pequenos avanços: "Ao concluir 10 páginas de um trabalho, por exemplo, leve-se para jantar fora. Isso dará um ânimo para continuar o projeto", diz Cristiane.
Desvie o foco: Na fila do banco ou outra situação sobre a qual você não tem controle, aproveite para mentalizar um lugar para onde deseja ir e distraia-se com isso.
Respire: Quando se perceber prestes a perder a paciência, esvazie a mente e foque na respiração por alguns minutos até retomar o equilíbrio.Seja compreensivo: Impaciência ou intolerância não vão contribuir para terminar o trabalho, alcançar uma meta ou finalizar um projeto mais rapidamente. Mantenha isso em mente.
Alimente-se bem: Não pule refeições e consuma a quantidade necessária de energia por dia para garantir um bom funcionamento cerebral.
Faça caminhadas diárias: Saia do foco de tensão e encontre coisas novas em um lugar por onde passa todos os dias. Observe os detalhes de sua própria rua, por exemplo.
Reflita: Reserve um tempo ao final do dia para a reflexão e identifique o que é incômodo. Pense em maneiras de resolver o problema com calma.
Escute: Não transforme conversas em discussões, procure ouvir os argumentos das pessoas e fale os seus de forma calma, mesmo que não concorde com o outro.
Sorria: O ato faz com que você se sinta melhor consigo. Pratique no espelho e veja quanto tempo você é capaz de manter o sorriso.
Relembre bons momentos: Em situações difíceis, escolha suas lembranças favoritas. Voltar a uma época ou situação que nos fez feliz ajuda a manter a calma.
Supere-se: Busque sempre se adaptar ao que acontece no dia a dia e aproveite o que há de positivo em todos os momentos e situações. Seja resiliente e se molde.
Controle a ansiedade: "O futuro vai chegar independente da forma como nos deslocamos para o amanhã. O melhor é tentar fazer o percurso da melhor forma possível, e com tranquilidade", aconselha Adriana.

Fonte: Delas.ig.com.br

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Supervisão constante dos pais torna as crianças mais inseguras

Estar perto é bom, mas não tão perto assim; a preocupação excessiva pelo bem-estar dos filhos pode ter o efeito reverso e atrapalhar o desenvolvimento infantil

Estar perto dos pequenos e querer protegê-los dos perigos do mundo, principalmente de acidentes ou machucados, são atitudes absolutamente normais, comuns à maioria dos pais. Essa presença também é importante para que os filhos se sintam amparados por aqueles que são o “porto seguro” deles. Supervisioná-los, portanto, não é uma postura condenável. O problema é quando essa interferência passa a limitar as vivências das crianças.
“Supervisão e superproteção são termos bem distintos. A supervisão faz parte do desenvolvimento da criança. É a interferência como proteção saudável, sem tentar manipular as experiências infantis. Os pequenos precisam passar por essas situações de vivência, mesmo que se machuquem algumas vezes. A supervisão constante é um tipo de interferência negativa, que impede a criança de passar por coisas novas”, explica Josiane Viotto, pedagoga e professora de Pedagogia da Unopar.

Autonomia

Não pode engatinhar no chão, não pode brincar no parquinho sozinha, não pode ir no colo de outras pessoas. Esses são só alguns exemplos de atitudes que ultrapassam o limite da supervisão sensata da integridade física, quando os pais não permitem que os pequenos andem com as próprias pernas. Privá-los desse contato com o mundo que os cerca compromete não só o amadurecimento emocional deles, como também o desenvolvimento social e cognitivo infantil.
Em outras palavras, uma criança que não desenvolve a própria autonomia tem mais dificuldade de aprendizagem e para se relacionar na escola, com outras crianças. “Os pais não podem ficar eternamente perto dos filhos para protegê-los. Quanto mais eles crescem, mais situações complexas e difíceis precisarão enfrentar. Se nunca aprenderam a lidar com isso e nunca precisaram brigar pelo o que querem, como vai ser isso na fase adulta? A frustração é muito maior, pois eles não desenvolveram esses mecanismos de defesa”, afirma a psicóloga Ely Harasawa, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Proteção

Quando o primeiro filho de Loreta Berezutchi nasceu, a reação inicial da blogueira foi comprar protetores para as tomadas e quinas dos móveis da casa, para que ele se machucasse o menos possível.
Conforme Pedro crescia, os protetores o atraíam ainda mais. “Percebi que todo aquele cerco era inútil, porque o Pedro ia lá e arrancava tudo. Foi quando cheguei à conclusão que seria melhor explicar para ele os perigos e ensiná-lo a não mexer nas tomadas, por exemplo”, conta Loreta.
As conversas começaram com a tomada, mas acabaram norteando todas as experiências na vida do menino. Em vez de supervisionar o filho constantemente, Loreta encontrou no diálogo um caminho mais assertivo, que realmente era compreendido por Pedro, no lugar do “não pelo não”. Assim, a mãe também ficava mais tranquila ao deixar o filho visitar a casa dos avós ou de outros amiguinhos.
E ela acertou. Para estimular esse processo de independência sem colocar as crianças em risco a saída é mesmo o diálogo, segundo os especialistas. O melhor é conversar com as crianças sobre os perigos de determinada atividade e como evitá-los, mas permitindo que elas conheçam tudo por conta própria.
“Eu sempre dou voto meu voto de confiança nas crianças. Não adianta nada ensinar e depois tomar a frente, viver as experiências no lugar delas. Sempre digo aos meus filhos que eles precisam treinar, conhecer coisas novas e aprender por conta própria”, reforça Loreta, que também é mãe de Catarina, de quatro anos.
Saber soltar a mão dos pequenos é fundamental. A queda, por exemplo, é inevitável na infância e os pais não precisam evitá-la a todo custo. O caminho é oferecer um ambiente seguro para que os filhos não se machuquem, mas passem pela experiência.
“A criança precisa de estímulos que façam sentido para ela, de modo que ela aprenda a agir e reagir. Por isso, os pais devem deixá-la experimentar e conhecer esse mundo, com objetos e pessoas que convivem no seu meio social. Quanto mais espaço os pequenos tiverem, mais autonomia terão. Eles acabam aprendendo a lidar com a própria frustração, com as dores da vida”, pondera Ely Harasawa.

Mudanças

Nas últimas décadas, as estatísticas de acidentes com crianças diminuíram, por conta de uma série de fatores, de acordo com dados da ONG Criança Segura. Entre eles, o fato de que o atendimento de emergência hoje é mais eficaz, bem como as instalações hospitalares que atendem as crianças acidentadas.
Para Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG, o tipo de acidente a que as crianças estão expostas mudou e os tempos são outros. Antigamente, elas podiam brincar mais nas ruas sem correr o risco de serem atropeladas, já que o volume de carros era muito menor. Hoje, esse risco é sensivelmente maior, por isso a supervisão dos cuidadores é importante.
“O ideal é que exista o acompanhamento e a observação das crianças, mas de modo a promover o empoderamento delas. Assim, elas aprendem sozinhas que existem riscos que elas precisam evitar. Um grande problema, hoje, é que muitas passam o dia em casa, assistindo à televisão, e acabam perdendo noções importantes de autoprevenção”, acredita Alessandra.
Os acidentes diminuíram, mas os índices de violência, hoje, são maiores. Por isso, não convém adotar um modelo de criação dos filhos como se ainda vivêssemos no começo do século. “Os pais não podem fechar os olhos para o contexto em que estamos inseridos, pelo menos no Brasil, de violência recorrente. O melhor a se fazer é deixar as crianças cientes dos riscos, explicar o que é bom e o que é ruim, de modo que elas saibam se defender, já que os pais não podem estar sempre por perto”, diz Josiane Viotto.
Se, por um lado, a sociedade atual requer uma observação responsável dos pais, ela também permite que as crianças se expressem melhor, questionem e dialoguem com os adultos sobre pontos de vista diferentes. O autoritarismo familiar de outrora perde espaço, o que contribui para o desenvolvimento da autonomia dos pequenos. Ser criança, hoje, também tem suas vantagens.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Palestra!

Na última semana, a psicóloga Roneida Gontijo ministrou uma palestra sobre namoro, para filhos adolescentes, entre 13 e 16 anos, dos funcionários da Empresa Vallourec. O tema da apresentação faz parte do Projeto Adolescer, idealizado pela especialista. Confira!