quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O papel do psicopedagogo frente ao autismo


Entre os vários atendimentos terapêuticos dos quais uma criança autista necessita, a intervenção psicopedagógica é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual, social, afetivo e corporal.

O psicopedagogo é um profissional indispensável,altamente relevante na atuação da vida da criança com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). Se pensarmos sem a participação desse profissional, provavelmente estaremos bloqueando a possibilidade de essas crianças terem assegurado um processo de aprendizagem mais significativo e lúdico, sua socialização mais fidedigna, seu desempenho cognitivo reabilitado e a descoberta de seus estímulos assegurada com resultados extraordinários; ou seja, perde-se a qualidade do atendimento multidisciplinar e a oportunidade de otimizar todo processo da aprendizagem e do desenvolvimento desse individuo.

Por ser um profissional de investigação na relação da criança com a aprendizagem e suas dificuldades, ele identifica e atua nas causas que promovem esse insucesso, orientando os profissionais envolvidos com a criança e seus familiares, tornando a vida dessa criança mais saudável. O importante é valorizar todo o conhecimento que essa criança traz do seu mundo, considerando suas experiências, aprendendo com ela, respeitando suas limitações e favorecendo uma relação de confiança e prazer.

O papel do psicopedagogo diante do diagnostico de autismo é de tentar preparar ou remediar a falta de conhecimento familiar e educacional e contribuir na aquisição da aprendizagem, no desenvolvimento da autoestima e na formação da personalidade humana.Ajudando a criança autista a se sentir pertencente e inserida no contexto escolar, integrada na família e na sociedade; o psicopedagogo, por sua vez, sentirá que seu trabalho de intervenção será mais produtivo.

Fonte: Copop

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Tecnologia na infância: qual o limite?


Se até pouco tempo atrás os pais penavam para encontrar a dose ideal de televisão e videogame na vida das crianças, hoje eles ainda precisam incluir tablet, celular e computador na mesa de negociações.

Definitivamente é impossível imaginar uma infância livre da influência dos equipamentos eletrônicos. Por isso, os limites recomendados de utilização dessas tecnologias não param de ser revistos, bem como a maneira com que os pequenos deveriam interagir com as telas.

Em outubro do ano passado, a Academia Americana de Pediatria lançou um documento que afrouxa um pouco algumas de suas antigas orientações. O primeiro contato com o universo digital, por exemplo, que antes só deveria ocorrer após os 2 anos de idade, agora está permitido a partir dos 18 meses, desde que com supervisão e participação ativa dos pais.

Já para os mini-internautas entre 2 e 5 anos, a tolerância caiu para apenas uma hora ao dia – antigamente eram duas. Depois, indica-se que a frequência seja personalizada. “Essa é uma questão de saúde pública, uma vez que as crianças estão cada vez mais expostas às telas. E isso em um momento crucial para o desenvolvimento de habilidades que serão importantes por toda a vida”, alerta a neuropediatra Liubiana Arantes Regazoni, da Sociedade Brasileira de Pediatria(SBP).

A entidade lançou em novembro último o seu próprio guia, intitulado Manual de Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. A publicação segue, em grande parte, os posicionamentos da associação dos Estados Unidos, mas é um pouco mais rígida em relação aos que ainda usam fraldas.

“O ideal é que o contato com eletrônicos não aconteça antes dos 2 anos, sobretudo nas duas horas que antecedem o sono e durante as refeições”, completa Liubiana, que preside o Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP.

Apesar de liberarem com restrições a utilização de telas nessa faixa etária, os pediatras americanos, assim como os brasileiros, enxergam poucos benefícios no hábito. “Os riscos são maiores do que as vantagens educacionais”, afirma a pediatra Jenny Radeski, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e uma das envolvidas na elaboração das diretrizes de lá.

“Até os 2 anos e meio, os bebês não conseguem transferir o que veem na tela para a realidade. Portanto, precisam ser ensinados sobre o que estão assistindo para que associem a experiências reais”, explica a pesquisadora. “É assim que o conhecimento se fixa.”

Isso vale para todas as fases, mas, principalmente entre o primeiro e o segundo aniversário, o cérebro necessita de boas doses do mundo à sua volta para que se estruture como o esperado. “É um período em que, por causa dos estímulos recebidos do ambiente externo, aumentam as sinapses, ou seja, as conexões entre os neurônios”, explica Telma Pantano, fonoaudióloga e psicopedagoga da Universidade de São Paulo (USP).

Os tais incentivos, que podem ser palavras, toques, brinquedos, músicas ou livros, servem como uma espécie de asfalto para a construção dessas pontes cerebrais, que conectam novas áreas na mente em amadurecimento, como a formação da personalidade e o aperfeiçoamento da linguagem.

O tempo que o pequeno passa sozinho, de cara na tela, não ajuda em nada disso. Pelo contrário. “Ele dificulta o desenvolvimento da empatia e do autocontrole e a capacidade de lidar com relacionamentos”, diz o neuropediatra Erasmo Casella, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Então, para garantir que o dispositivo não transforme a criança numa ilha, os especialistas consideram imprescindível, nos primeiros anos de vida, que os pais desbravem com ela os conteúdos oferecidos na tela e na rede.

Os impactos negativos do exagero não ficam restritos aos aspectos comportamentais e emocionais. Tem também a ameaça do sedentarismo. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avaliou os hábitos de 21 voluntários com idade entre 8 e 12 anos e constatou que 14 deles não praticavam nenhuma atividade física.

“Quando perguntamos o que gostavam de fazer no final de semana, a maioria respondeu brincar com jogos eletrônicos, o que já acontecia nos outros dias”, revela a pedagoga Ana Lúcia Meneghel, autora do trabalho. E você sabe: essa moleza é um convite à obesidade.

Para que o corpo e a cabeça da meninada valham por mil processadores, os especialistas dizem em uníssono: brincar é essencial. “Os desafios trazidos pela brincadeira formam estruturas cerebrais ligadas à inteligência matemática e à noção de espaço, por exemplo”, justifica Ana. Para isso, é preciso olhar em volta, segurar objetos, movimentar-se… No estudo, as crianças que eram mais fãs dos aparelhos tiveram mau desempenho quando testadas essas habilidades.

Na sala de aula a história também desanda. “A luz emitida pelo visor reduz a produção de melatonina, hormônio indutor do sono”, observa Liubiana. Sem a substância, fica difícil adormecer e há maior risco de despertares na madrugada. “O sono de má qualidade interfere na concretização de memórias e do aprendizado do dia”, aponta a neuropediatra.

Fora que, após uma noite tumultuada, quem consegue prestar atenção na lição? Há mais por trás do dever de casa incompleto. “Um game que dá pontos, por exemplo, libera no cérebro muita dopamina, substância ligada ao prazer”, detalha Casella. A princípio, isso não parece ruim, certo? “A questão é que esse processo não ocorre de forma tão intensa em outras ocasiões, como na escola. Daí a criança pode achar os estudos entediantes”, problematiza.

Para tornar essa realidade menos tecnológica (e maléfica), não dá para esperar que os menores resolvam se desapegar dos aparelhos. Os adultos precisam dar o exemplo. “Inclusive pesquisas sugerem que há menos conexão emocional e até mais conflitos se os progenitores ficam totalmente absortos nos seus smartphones”, destaca Jenny.

Portanto, o uso saudável não vale somente para os baixinhos. “Famílias que ficam só assistindo à TV ou cada um com seu celular enfraquecem seus vínculos”, reforça a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro Criando Filhos em Tempos Difíceis (Summus). “Isso fará falta na adolescência, quando os pais perdem autoridade e os filhos se afastam”, completa.

Mas não dá para ser extremista, vamos combinar. Na rotina corrida, às vezes ligar a tela funciona como uma forma de “desligar” um pouco o rebento para, assim, poder cuidar dos afazeres domésticos. “Se o pai for lavar a louça, não vejo mal em deixar o bebê assistir a um programa educativo por alguns minutos”, diz Jenny.

Uma saída para driblar os excessos é estabelecer períodos offline diários para toda a família. Entre os mais velhos, a preocupação vai além: a internet. “O perigo é a exposição a conteúdos inadequados e o bullying virtual”, ressalta Liubiana. Já o vício nas redes sociais, território que deveria ser evitado até os 13 anos, pode ser nocivo por fomentar ansiedade e baixa autoestima.

Qual seria, então, a hora certa para dar um dispositivo eletrônico à criança? “Nunca antes dos 12 anos”, declara Telma. Até essa idade, a dica é deixar o pequeno emprestar o aparelho de algum adulto. “Esse comportamento ajuda a transmitir a mensagem de que o controle segue na mão dos pais”, justifica a psicopedagoga da USP.

Também não adianta encarar a tecnologia como vilã. Até porque, em muitos casos, ela é uma baita mão na roda. Tanto é que as diretrizes citadas no início da reportagem dizem respeito apenas ao uso enquanto entretenimento puro e passivo. “Tudo aquilo que os pais fizerem com os filhos, como usar a videoconferência, tirar fotos ou jogar, não conta”, diferencia Jenny. O conselho é dar a mão ao rebento sempre. No mundo real e no digital.

Consequências do abuso do tempo em frente às telas
  • Sedentarismo e ganho de peso
  • Dificuldade de aprendizado
  • Atrasos no desenvolvimento cognitivo
  • Sono prejudicado
  • Ansiedade
  • Hiperatividade
  • Problemas de concentração
  • Falta de noção de espaço
  • Irritabilidade

Fonte: Saúde

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Pais e filhos: como lidar com a adolescência


A adolescência é um período delicado na vida de grande parte das pessoas. Neste período de formação do ser humano existem transformações intensas: são modificações físicas, psicológicas, hormonais e cognitivas. Fora isso, o adolescente precisa lidar com diversas descobertas e a necessidade de pertencer a algum grupo social.

Estar na metade do caminho entre a infância e a fase adulta gera muita ansiedade – o jovem ainda não tem a maturidade suficiente para tomar decisões e, ao mesmo tempo, os desejos individuais surgem com mais força e isso pode gerar conflitos com os pais e desencadear outros problemas como:
  • Dificuldade com estudos
  • Crises de ansiedade
  • Traumas familiares
  • Falta de diálogo com os pais
  • Dificuldade para tomar decisões
  • Baixa autoestima
  • Insegurança
  • Depressão

Como lidar com a adolescência do seu filho?

O primeiro passo para lidar com essa fase é entender e aceitar que seu filho está crescendo, formando suas próprias ideias e opiniões. É muito comum que alguns pais criem mecanismos que geram dificuldade de entender que aquela criança que viram nascer está se desenvolvendo e caminhando para vida adulta.

Esse comportamento acaba fazendo com que os pais criem regras muito rígidas e dificultam os processos normais que os jovens precisam passar durante essa fase. É importante que os pais façam a seguinte reflexão: os limites que estão sendo colocados são para proteger os filhos ou a si mesmo?

A adolescência é um período em que o indivíduo precisa experimentar coisas novas e todo esse processo é uma fase fundamental para o seu desenvolvimento. Procure evitar e retardar mudanças inevitáveis ou dificultar situações novas como:
  • Começar a trabalhar;
  • A escolha da própria carreira
  • O início da vida sexual
  • As transformações na vida social
  • Tendências políticas e religiosas diferentes da família

Dicas de Inteligência Emocional para lidar com filhos adolescentes

  • Mantenha um diálogo horizontal
  • Tente entender os pontos de vista do seu filho
  • Quando precisar punir, explique os reais motivos para o castigo
  • Reflita se suas próprias atitudes estão de acordo com o que você cobra dos jovens
  • Faça criticas construtivas e procure sempre elogiar os acertos

Desenvolva sua Inteligência Emocional e tenha uma vida familiar mais saudável

Quando os filhos entram na adolescência, é preciso fazer algumas modificações na maneira como você lida e conversa com eles. Procure conversar sobre suas próprias experiências e estabeleça uma relação de confiança para que o jovem se sinta confortável o bastante para dividir as situações que está vivendo durante essa fase.

Lembre-se: muitas vezes, o medo de ser repreendido pode fazer com que seu filho se afaste e tente esconder suas experiências, dúvidas e medos. Desenvolver sua Inteligência Emocional é essencial para lidar com este momento e manter um ambiente familiar saudável e com mais harmonia. 

Fonte: SBIE

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Como reagem as crianças diante das mudanças da família?


Se é difícil para um adulto, para as crianças pode ser um problema. Uma mudança de casa ou de cidade, independentemente das circunstâncias, sempre supõe muito trabalho e algumas dores de cabeça para as famílias. Nem sempre estamos preparados para as mudanças. E se isso é uma dificuldade para os adultos, pode ser estressante para as crianças. Pode representar um problema para os menores, se não forem preparados com antecedência para a nova realidade.

Organizar uma mudança para as crianças

Como tudo, a reação de uma criança diante de uma mudança de casa dependerá muito da idade que tenha. Até os 2 ou 3 anos de idade, sua reação não requer preocupações. Nessa idade, as crianças podem adaptar-se perfeitamente às mudanças. Sentirão, é claro, se perceberem que seus pais os inquietam ou lhes preocupam. As crianças sentem tudo e absorvem até as preocupações dos pais. As crianças são afetadas grandemente pelo estado de ânimo e atitudes dos pais. No caso de mudança de casa, as crianças necessitarão que seus pais lhes transmitam uma mensagem de tranquilidade e segurança.

Explicar a uma criança pequena sobre uma mudança de casa pode se tornar algo muito divertido. Utilize algum conto, ou simule uma história de famílias que trocam de casa utilizando massa de modelar, desenhos, brinquedos, ou o que te ocorrer. A diversão e a informação estarão asseguradas.

Conselhos para mudar de casa com as crianças
No caso de crianças maiores, a partir dos 3 anos de idade, alguns psicólogos aconselham que os pais sigam alguns passos:

1- Deve-se explicar claramente à criança, e de uma forma positiva, o porque da mudança. E no caso da criança lhe fazer perguntas, não a deixe sem respostas.


2- É aconselhável que familiarize a criança, da melhor forma possível, com a nova casa, sua vizinhança, etc. Mostre-lhe fotografias, mapas, etc. Se for possível, leve seu filho para visitar a nova casa antes da mudança.

3- Explique a criança sobre as vantagens que terá ao mudar de casa. Diga que fará novos amigos, que terá uma nova casa, e se concentre somente nos benefícios que trará a mudança.

4- Criança gosta de novidades. Descreva o lugar onde está localizada a nova casa ou apartamento. Anime-a dizendo que terá parques, muito verde, mais espaço para brincar, que estará mais perto da escola, e do que ocorrer, desde que seja verdade.

5- Vá adiante das preocupações que possa ter seu filho. Diga, por exemplo, que ele não perderá seus amiguinhos da vida toda. Que continuarão encontrando-se sempre que for possível.

6- Quando a mudança estiver feita, anime a criança a explorar o local, a descobrir lugares secretos, além de pedir sua ajuda para decorar seu novo +, e determinar lugares para seus brinquedos.

7- O melhor momento para uma mudança de casa é no período das férias escolares, ou de algum feriado longo. Se você vê que seu filho pode colaborar, inclua-o nos trabalhos da mudança. Mas se você percebe que seu filho não se interessa ou tanto faz para ele, é melhor que fique durante os dias da mudança, na casa de algum familiar, ou de algum amigo de confiança. Assim o manterá afastado de todo o estresse que pode ser uma mudança.

8- Convide seu filho a separar os brinquedos que ele quiser levar para a nova casa, e a colocá-los em uma caixa. Se a criança já sabe escrever, peça-lhe que coloque uma identificação na caixa.

9- Evite que a mudança de casa não coincida com outras mudanças na vida da criança. Por exemplo, com as mudanças do berço para a caminha, com a retirada das fraldas, e muito menos em meio a uma separação de casal. Cada mudança na sua hora.



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Na mídia!

Uma pesquisa Minas no Brasil de 2018 mostra que a maioria dos mineiros avalia que não é competência do poder público intervir e ditar regras de como os pais devem educar filhos dentro de casa. Foi sobre esse assunto que falei em entrevista ao programa De Tudo um Pouco, pela Rede Super, na última terça-feira.

Se você perdeu a entrevista, ao vivo, assista agora o vídeo completo!



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Dia dos pais


Hoje poderia falar para os pais, pois afinal, comemora-se o Dia dos Pais, mas preferi falar para os filhos.

Filhos, pense em seu pai, que um dia pode ter sido seu herói, mas depois esse herói talvez tenha se transformado em uma pessoa real, normal, como qualquer outra pessoa, a qual você pode ter experimentado diversos tipos de sentimentos.

Mas hoje independente desse sentimento, lembre que você um dia foi idealizado por esse pai, e que mesmo que não tenha correspondido às suas expectativas, esse pai lhe deu o amor, e o bem mais precioso que você ganhou, que foi sua vida.

Um dia você terá filhos também, ou talvez já tenha, e assim você também criará expectativas por esses filhos, e mesmo eles não correspondendo às suas expectativas, você os amará e os abençoará.

Então esse sentimento de gratidão estará sempre guardado em seu coração, não deixa de colocá-lo para fora, independente desse pai estar presente ou não.

Sinta-se abençoado!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Como lidar com filhos adolescentes


Educar os filhos não é tarefa fácil. Mais do que batida, a frase é absolutamente verdadeira. A experiência mostra que mesmo pai e filho que se amam fervorosamente não conseguem escapar das divergências e dos conflitos que pipocam vez ou outra no relacionamento entre ambos, especialmente quando chega a adolescência.

Mas não há razões para desespero. O conflito eventual ou pontual é mais do que compreensível e natural nesse caso. Afinal de contas, jovens e adultos vêem as coisas de modo diferente, do alto da experiência de vida que cada um tem. Ou você, pai, já se esqueceu que foi jovem um dia?

Veja a seguir algumas dicas simples de como os pais podem agir, seja para superar ou mesmo evitar os conflitos com os filhos adolescentes. Mas fique atento: se o problema se estender por muito tempo ou fugiu ao seu controle, procure a ajuda de um especialista, como um psicólogo.

Seu filho cresceu!
O primeiro passo para uma boa convivência é entender que o filho cresceu. Nada irrita tanto um jovem ou um adolescente do que ser tratado como criança. Compreender isso é um avanço e tanto.

Diálogo, a palavra-chave
Estar aberto a ouvir e entender o ponto de vista dos filhos pode evitar ou minimizar muitos conflitos nessa fase. A falta de diálogo distancia os jovens e é uma das principais causas das dores de cabeça dos pais.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra
A maioria dos problemas na relação do pai com os filhos jovens baseia-se numa espécie de luta pelo poder. Agir de maneira autoritária, portanto, não é apropriado para os pais. A permissividade (em que os pais deixam os filhos decidirem e fazerem o que quiserem) também não é o caminho. A receita ideal para estabelecer limites é a negociação. Ou seja, pais e filhos devem buscar juntos uma solução conciliatória, na qual ambos são ouvidos em suas necessidades, mas também devem estar dispostos a ceder.

Liberdade com responsabilidade
Em vez de proibir seu filho de fazer algo, procure expor sua opinião a respeito e, principalmente, demonstrar as conseqüências de certos atos e comportamentos, com base na sua experiência. Assim, o pai se coloca na posição de um amigo e faz com que o jovem reflita sobre suas próprias atitudes.

Participe mais do mundo dele
Mesmo com todas as atribuições que a vida lhe impõe, seja um pai presente. Coloque-se sempre à disposição para conversar ou ajudar seu filho em alguma necessidade ou indecisão que ele apresente. Participar de alguma atividade que ele gosta (esportes, academia, passeios, cinema, shows) é uma excelente maneira de estar próximo. Mostrar interesse pelo universo dele, como os amigos, o ambiente na escola ou o estilo de música preferido, também ajuda.

Mais que um pai, seja um amigo
Nunca se coloque em uma posição de superioridade. Mostre a seu filho que você também têm fraquezas, interrogações, insegurança. Ou seja, que você é humano como ele, apenas um pouco mais experiente. Isso ajuda a criar uma relação de confiança e uma amizade muito sólida, à prova de conflitos.


Fonte: Terra