terça-feira, 23 de abril de 2019
Depressão na adolescência
Essa talvez seja uma das maiores tarefas para os pais e as mães de quem está na puberdade. A fase do “nem-criança-nem-adulto” marca o início de uma série de transformações avassaladoras. Não por acaso serve como pano de fundo para esses indivíduos em formação enfrentarem uma doença que, até pouco tempo atrás, parecia coisa só de gente grande: a depressão.
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O problema não só existe como já é bem prevalente no universo teen: atinge um em cada cinco jovens entre 12 e 18 anos (faixa etária considerada como adolescência no Brasil). Há uma lista de motivos por trás do panorama tão assustador. Questões sobre sexualidade, dificuldade em lidar com frustrações, bullying, além de pressão pela escolha da carreira e por um bom desempenho escolar estão na base de conflitos que podem funcionar como agravantes.
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Reconhecer a depressão na adolescência é mais difícil porque, nessa fase, todos mudam seu comportamento naturalmente, o que pode refletir em maior isolamento. Para essa situação ser considerada normal e saudável, precisa vir intercalada com momentos de convívio. Muitas vezes, o adolescente até quer pedir ajuda, só que não sabe como. Ele se sente julgado e diminuído pelos pais e colegas.
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Não à toa, entre as recomendações da Associação Americana de Pediatria (AAP) está justamente o maior envolvimento da família no mundo do jovem. Mais difícil do que notar a dor dos filhos é reconhecer que esse sentimento é tão limitante que exige, sim, um acompanhamento especializado. E esse momento é um divisor de águas: ora, se a depressão em adultos é tão devastadora, imagine entre a turma que está só no começo da vida. Por isso, o desejável é que todos que convivem com o jovem deprimido consigam estar presentes para auxiliá-lo a encarar essa fase conturbada. Cercado de cuidados, ele passará a enxergar o amanhã com muito mais otimismo.
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