quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Estresse na meia-idade pode aumentar risco de Alzheimer em mulheres

 
Divórcio e trabalho estão relacionados com demência após os 50 anos, diz estudo
 
As mulheres que lidam com uma grande quantidade de estresse no dia a dia durante a meia-idade sofrem um maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer mais tarde na vida, sugere um novo estudo da Gothenburg University, na Suécia. O trabalho foi publicado online dia 30 de setembro no BMJ Open.

A equipe analisou dados de 800 mulheres suecas que foram seguidas por quase quatro décadas, começando quando elas estavam com 20 anos em média. As mulheres foram submetidas a exames psiquiátricos periódicos e responderam a perguntas sobre possíveis estressores da vida diária - como divórcio, dificuldades no trabalho e problemas de saúde pessoais ou dos membros da família.

Após 37 anos de acompanhamento, quando a mulheres completaram 57 anos em média, 19% delas desenvolveram demência - na maioria das vezes a doença de Alzheimer. E o risco subiu em conjunto com o número de estressores de vida que as mulheres haviam relatado quatro décadas antes. Para cada estressor, o risco da doença de Alzheimer subiu 17%. A relação persistia mesmo quando ajustados fatores de risco como pressão alta, diabetes e excesso de peso.

Isso não prova que uma vida estressante é a culpada pelo risco aumentado de demência, afirmam os cientistas. No entanto, eles afirmam que é "biologicamente plausível" que o estresse crônico possa contribuir para a demência. Segundo os autores, a questão não respondida é se os esforços para reduzir o estresse em sua vida podem cortar o risco da doença de Alzheimer mais tarde.
 
Fonte: Portal Minha Vida

Nenhum comentário:

Postar um comentário