quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Tratamento psicoterápico auxilia no combate à ansiedade

 
Especialistas falam sobre técnicas que são utilizadas e formas de tratar a pessoa ansiosa
 
Que quem sofre de transtornos de ansiedade precisa de auxílio especializado para lidar com problema, não há dúvidas. Porém, a incerteza surge no momento de escolher a quem pedir ajuda. “A ansiedade é um pensamento, sensação persistente, algo que não dá espaço para mais nada. E é o psicólogo o profissional capacitado e treinado para lidar com estas situações, desde o mapeamento de sua origem até a cura plena da situação”, afirma o psicólogo José Roberto Palcoski.
 
O acompanhamento psicológico é, portanto, essencial para ajudar o paciente a ter consciência da doença e a melhor maneira de conseguir achar uma saída. No entanto, na maioria dos casos, a combinação com o tratamento psiquiátrico é que gera os melhores resultados. “A psicoterapia associada ao emprego de medicamentos já demonstrou, em pesquisas, uma eficaz combinação”, destaca a psicóloga Iracema Teixeira.
 
Diversidade
Uma vez feito o diagnóstico, as terapias com enfoque no psicológico são importantes para acompanhar a evolução do paciente em relação à doença, além de ser um grande suporte para o doente. Ele compartilha seus problemas, sofrimentos e sentimentos com o psicólogo, que o auxilia na melhor maneira de enfrentar e vencer o transtorno. O tratamento é feito por meio de sessões, no qual paciente e psicólogo se encontram. Ao contrário dos medicamentos, que agem diretamente no organismo, as sessões de terapias proporcionam que o paciente se conheça internamente e busque a cura, com a ajuda do profissional.
 
Da mesma forma que existem diversos tipos de transtornos de ansiedade, cada um com sua complexidade, também existem vários tipos de tratamento psicoterápico. “Para cada nível de ansiedade temos uma forma diferente de abordar o tratamento, desde o trabalho frente ao pensamento que cerca a situação ansiogênica, até a combinação de medicações, psicoterapia, técnicas de relaxamento, hipnose e, é claro, o apoio social”, explica Palcoski.
 
A psicoterapia, por sua vez, está dentro de várias linhas da psicologia. Alguns exemplos, são:
 
+ Psicologia analítica: tem como foco principal o inconsciente.
 
+ Gestalt-terapia: relação da pessoa com o mundo.
 
+ Psicanálise: trabalha, principalmente, com a personalidade do paciente.
 
+ Terapia cognitiva comportamental (TCC): lida com as experiências pessoais e os diferentes níveis do comportamento.
 
É importante lembrar que cada pessoa possui sua individualidade e por isso somente um profissional, após realizar uma análise clínica, poderá fazer o diagnóstico do melhor tratamento.
 
Colhendo os frutos
 
Difícil pedir paciência para alguém ansioso, porém, os resultados da terapia não surgem de uma hora para a outra. A melhora pode ser notada aos poucos, dependendo do paciente e do nível de ansiedade que ele apresenta. “Em geral, começamos a perceber a melhora por volta da décima sessão. O mais importante é não parar a terapia, pois o mais comum é que durante o tempo em que o paciente permanece em terapia se mantém bem, mas, se para antes do momento, acaba tendo uma recaída e possivelmente pode não ter aprendido a lidar com as suas situações de ansiedade”, ressalta o psicólogo.
 
Não parar a terapia não significa que ela deve ser feita para o resto da vida. Na maioria dos casos, os transtornos são resolvidos e o paciente recebe alta. “O desejo não é que as pessoas se tornem dependentes da terapia, e sim que durante esta aprendam a lidar com suas situações conflitantes da forma mais natural possível”, afirma Palcoski.
 
Fonte: Portal Papo Feminino

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Gosto de poder recorrer a ajuda de um especialista pra ajudar a entender quando estamos passando por um momento dificil, eles nos ajudam a ver as soluções que muitas vezes estão em nossas mãos, mas n conseguimos ver! Só uma visão fora da situação pode ver mais facilmente a solução

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